RELATÓRIO CLIPPING & TENDÊNCIAS ABIPLA - 28 de novembro de 2005
INDÚSTRIA / PRODUTOS
SUCESSO RÁPIDO
Fundado em janeiro passado, o Grupo GR já acumula importantes conquistas e acaba de obter o certificado ISO 9001:2000, o que comprova a eficiência de seus métodos gerenciais. O Grupo GR é o único, no Brasil, com produtos de limpeza voltados para as classes C, D e E, que representam 80% de seus consumidores finais.
Fonte: Gazeta Mercantil – A2- Nomes & Notas
FANTASMA DA AGÊNCIA PRÓPRIA RONDA O MERCADO PUBLICITÁRIO
A decisão do Grupo Pão de Açúcar de encerrar os contratos com as agências de publicidade que atendiam suas marcas Pão de Açúcar, CompreBem, Sendas, Extra e Eletro, fortalecendo sua própria agência, ressuscitou um velho fantasma no mercado publicitário: as “houses”. Ou seja, a propaganda feita em casa pelas empresas, que se proliferou nos anos 70 e 80 e perdeu fôlego com a implantação de modelos de gestão que levavam em conta apenas o negócio principal, terceirizando as demais atividades. O exemplo mais clássico veio de um dos maiores anunciantes globais, a Unilever, que vendeu a agência que havia criado internamente, a Lintas, para o grupo Lowe. Motivo: queria uma publicidade mais criativa, capaz de diferenciar produtos da própria empresa, concorrentes entre si, a exemplo, no Brasil, das marcas de sabão em pó Omo, Minerva, Brilhante, Surf e Ala. É grande a torcida de empresários de agência de que o projeto do Grupo Pão de Açúcar, com um orçamento de marketing previsto para o ano de R$ 170 milhões para todas as suas bandeiras, dê para trás. O presidente de uma grande agência, que prefere o anonimato e torce pela revisão desta decisão, diz que dificilmente uma house consegue manter um alto padrão de criação para diferentes bandeiras, e que a tendência, nestes casos, é de se acatar a decisão e o pedido dos controladores, sem direito a uma argumentação mais firme. “Fica tudo muito parecido”. O diretor do Grupo Pão de Açúcar que vai comandar a agência Pão de Açúcar Publicidade, a PA, Eduardo Romero, está convencido de que isso não vai ocorrer porque a criação será dividida em células, cada uma atendendo a uma bandeira.
Fonte: O Estado de S. Paulo – B14
EXPORTAÇÃO DE PLÁSTICOS ALCANÇA US$ 1 BILHÃO
Empresas fazem parcerias e abrem escritórios no exterior para alavancar as vendas. As exportações brasileiras de produtos transformados plásticos deverão atingir US$ 961 milhões neste ano, calcula a Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast). O valor é 21,3% superior aos US$ 792 milhões de 2004. A estimativa foi feita a partir dos números de janeiro a outubro somada à expectativa para os dois últimos meses do ano. Wagner Delarovera, gerente-executivo do Programa Export Plastic, que envolve o setor privado e a Agência de Promoção de Exportações e Investimento (Apex), diz que o valor pode chegar a US$ 1 bilhão neste ano e a US$ 1,3 bilhão em 2006. Com isso, os embarques de plásticos deverão crescer 50% nos últimos três anos, uma vez que o valor de 2003 foi de US$ 639 milhões. "As empresas têm se posicionado de forma mais efetiva, fazendo parcerias e associações e montando escritórios de vendas em outros países. É uma postura mais agressiva, os empresários não estão mais esperando o comprador vir aqui", disse Delarovera. Além disso, "a demanda no mercado interno não foi tão significativa, o que ajudou as empresas a buscar novos mercados".
Fonte:
Gazeta Mercantil – C2
VAREJO
PÃO DE AÇÚCAR CORTA GASTOS PARA CONCORRER NOS PREÇOS
A política de corte ou maior controle de gastos implementada em meados deste ano no Grupo Pão de Açúcar vai se estender a todos os departamentos da companhia. A idéia é limitar as despesas operacionais, que já ultrapassaram R$ 2 bilhões neste ano, 7,1% superiores às verificadas em 2004. A mudança gerencial está relacionada ao acirramento da concorrência no setor, que exigiu maior eficiência operacional da empresa para praticar preços competitivos e enfrentar o Carrefour e o Wal-Mart .
Segundo analistas, a estratégia da maior varejista do País deve provocar uma queda nas despesas realizadas nas lojas do grupo. Com o Orçamento Base Zero (OBZ), como é conhecida a ferramenta de gerenciamento adotada, a companhia de Abilio Diniz intensifica o movimento de contenção de despesas que já era realizado. De 2004 para este ano, as despesas gerais e administrativas do grupo tiveram queda de R$ 350,8 milhões para R$ 347,8 milhões. No mesmo período, o peso das despesas operacionais (soma das despesas com vendas e gastos gerais e administrativos) nas vendas líquidas ficou praticamente estável, com participação que variou de 21,1%, no ano passado, para 21% neste ano.
Fonte: DCI
– B4
ECONOMIA
JURO ALTO REDUZ A COMPETITIVIDADE
O Brasil pode até estar perdendo o bonde da China, mas se ele perder o bonde dos juros baixos, o problema será muito mais grave que um saldo negativo comercial com a China. É impressionante ver uma economia onde uma nova estimativa de menor crescimento econômico do que o esperado acompanha uma redução da taxa básica de juros. São idéias contraditórias que expõem certas ineficiências na política monetária, nem tanto do governo, mas do Banco Central. O caminho escolhido pelo Banco Central, que visa provar sua independência do governo e manter certa ortodoxia na política monetária, atola os investimentos e enfraquece setores férteis da indústria e do comércio. Segmentos ligados ao varejo e exportação são os mais prejudicados, pois poderiam crescer facilmente entre 2% e 5% a mais por ano com cortes maiores. Isso tudo sem contar o tremendo freio de mão dado à criação de empregos desde o mês de setembro de 2004, quando a taxa Selic começou a ser elevada. Juros altos reprimem investimentos e demanda do mercado, o que torna inviável a contratação de novos funcionários.
Fonte: Gazeta Mercantil – A5
ATA E PIB DÃO O TOM AOS NEGÓCIOS
O mercado financeiro deve tocar os negócios desta semana, que fecha novembro e dá largada ao último mês do ano, com o olhar dirigido a dois eventos, principalmente: à divulgação do PIB do terceiro trimestre, na quarta-feira, e da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), na quinta. A expectativa é que os termos da ata e os dados do PIB dêem boa indicação dos próximos passos do Banco Central na redução da taxa básica de juros. O tesoureiro do Banif Investment Bank, Rodrigo Boulos, diz que não espera nada excepcional na ata, mas diz que ela poderá dar dicas sobre se o Banco Central poderá acelerar a redução para 0,75 ponto porcentual na reunião de dezembro, a última do ano. “O corte de 0,50 ponto é uma certeza, a questão é saber se haveria disposição para reduzir 0,75 ponto”. Boulos comenta que a aposta em uma queda mais acentuada do juro básico seria reforçada se os dados que o IBGE divulga na quarta apontarem um crescimento negativo do PIB (soma de bens e serviços produzidos no País) no terceiro trimestre. A suspeita de que a economia tenha andado para trás no terceiro trimestre, comparado com o segundo, aumentou com a queda de 2% da produção industrial em setembro em relação a agosto, quando subiu 1,1%.
Fonte: O Estado de S. Paulo – B4, Valor Econômico – C2 e Gazeta Mercantil – B1
TARIFAS VÃO SEGURAR INFLAÇÃO DE 2006
De vilões, os preços administrados – tarifas de energia elétrica, telefonia e gasolina – serão os mocinhos da inflação de 2006, refletindo os vários meses de deflação registrada pelo Índice Geral de Preços (IGP) ao longo deste ano. Já os preços livres, sobretudo os dos alimentos, deverão voltar a pressionar o custo de vida, exatamente o contrário do que ocorreu em 2005. O custo de vida do brasileiro medido pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que é o indicador do regime de metas de inflação adotado pelo Banco Central (BC), deve subir 4,7% em 2006, segundo projeções do mercado. Neste ano, a inflação acumulada pelo mesmo indicador deverá atingir 5,6%. “Toda a queda da inflação de 2005 para 2006, de quase um ponto porcentual, virá dos preços administrados”, prevê o economista-chefe da Concórdia Corretora Seguros, Elson Teles. Nas suas contas, o grupo dos preços administrados deve aumentar 4,5% no ano que vem, ante uma alta de 8,8% em 2005. Levando-se em conta que os preços administrados pesam cerca de 30% no IPCA e os livres 70%, o economista conclui que a contribuição dos grupos no indicador, que é a variação ponderada pelos pesos, aumenta de 2,97% em 2005 para 3,3% em 2006 nos preços livres. Enquanto isso, a contribuição dos preços administrados para o índice global de inflação cai de 2,59% em 2005 para 1,4% em 2006.
Fonte: O Estado de S. Paulo – B1
IPCA-15 SOBE 0,78%
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) subiu 0,78% em novembro, com aceleração sobre a taxa de outubro, de 0,56%, segundo dados divulgados sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No acumulado do ano, o indicador registrou aumento de 5,48% e de outubro de 2004 a novembro de 2005, a alta foi de 6,36%. Os setores de transportes e alimentos impulsionaram o aumento da inflação, representando 64% do índice. No grupo transportes, a variação foi de 1,31%, influenciado pelas passagens aéreas (13,21%), álcool (7,66%), ônibus urbanos (1,48%) e gasolina (1,26%). No grupo alimentação e bebidas, a taxa de crescimento foi de 0,99%. Os preços das carnes subiram 5,58% e foram a maior contribuição individual no mês, com 0,15 ponto percentual.
Fonte: Gazeta Mercantil – A4
ALIMENTOS LIDERAM A ALTA DA INFLAÇÃO EM SÃO PAULO
A taxa de inflação apurada pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) na terceira quadrissemana de novembro, de 0,44%, representa um recuo em relação à segunda prévia do mês, que foi de 0,53%, e o retorno ao mesmo nível do fechamento de setembro. O índice tem como seu principal fator de alta o grupo Alimentação. Os preços dos alimentos subiram, em média, 0,76% ante uma variação de 0,65% na quadrissemana anterior. O aumento decorre da alta de 4,70% dos alimentos in natura, uma vez que os industrializados caíram 0,40% e os semi-elaborados desaceleraram o ritmo de alta de 0,61% para 0,06%. O coordenador do IPC, Paulo Picchetti, mantém a previsão de variação de 0,5% para o índice no mês. Ele mantém também a previsão de 5% de variação do IPC-Fipe no ano.
Fonte: DCI – A4
CESTA PAULISTANA FICA 1,06% MAIS BARATA NA SEMANA
O preço da cesta básica paulistana caiu 1,06% entre os dias 18 e 24 de novembro, segundo pesquisa realizada pela Fundação Procon-SP , em convênio com Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O preço médio, que no dia 18 era R$ 213,94, passou para R$ 211,67 no dia 24. De acordo com a pesquisa, os maiores aumentos de preço foram no pacote de 200 gramas do biscoito maisena (2,97%), na embalagem de 500 ml do detergente líquido (1,47%), no pote de 250 gramas de margarina (1,32%), no quilo do alho (1,18%) e no pacote de 500 gramas do macarrão com ovos (0,85%).
Fonte: DCI – B4
Revistas Semanais
INDÚSTRIA / PRODUTOS
A CHANCE NASCEU NA CRISE
A proibição ao álcool líquido empurrou a fabricante do famoso Zulu ao rentável setor de higiene pessoal. A marca paulista lançada em 1948, é uma das marcas mais tradicionais do País e o maior patrimônio da Companhia Nacional de Álcool (CNA). Mas quase foi também o seu maior algoz. Por 50 anos, a CNA fabricou somente o álcool Zulu para uso doméstico e nada mais. Quando, em 2002, o governo proibiu a comercialização do álcool líquido, a empresa se viu em um beco que parecia sem saída. Segundo Gustavo Dalla Vecchia, gerente de vendas e marketing da empresa, a Cooperalcool, que pertencia à Coopersucar, disputava com a CNA a liderança do mercado de álcool para limpeza. Com a aquisição da marca e da fábrica de álcool para consumo doméstico da Cooperalcool, de Piracicaba (SP), fechada em setembro, a fabricante do Zulu agora é a número um, com 30% das vendas nacionais.
Fonte: Revista IstoÉ Dinheiro – Pág. 102
TRIUNVIRATO LIDERA LEMBRANÇA DE MARCAS
Entre todas as marcas, independentemente da categoria, Omo, Coca-Cola e Nestlé foram aquelas mais lembradas pelo consumidor brasileiro. As três foram as tops das tops na 15ª edição da pesquisa Top of Mind, realizada pelo instituto Data Folha e pelo jornal Folha de S. Paulo.
Fonte: Revista EmbalagemMarca – Novembro