RELATÓRIO CLIPPING & TENDÊNCIAS ABIPLA - 27 de junho de 2005
VAREJO
As marcas líderes e vice-líderes foram as que mais cresceram na preferência dos supermercadistas em 2004 entre as cinco primeiras colocadas. Essa é a principal conclusão da Pesquisa de Reconhecimento de Marcas, da Revista Supermercado Moderno. Na análise feita com 127 categorias, as marcas líderes conseguiram um crescimento expressivo na participação, em torno de 4,7 pontos percentuais. Já os produtos vice-líderes de mercado apresentaram alta de 3,31 pontos percentuais. Os terceiro colocados cresceram 3,17 pontos percentuais. O estudo contou com a participação de 2.400 executivos de super e hipermercados brasileiros, que apontaram as marcas mais vendidas em suas lojas. Segundo Robert Macody, presidente da Editora Informe, essa performance se deve ao consumo mais ativo do ano passado. "Os clientes não precisaram correr atrás das marcas de combate", afirma, que normalmente são mais baratas que as líderes. Mas não foi só o preço que determinou a escolha dos produtos. "O público buscou também qualidade e inovação e se deixou influenciar por boas campanhas de marketing".
Fonte: Gazeta Mercantil – C3, Valor Econômico – B6, DCI – B4 e Diário do Comércio – 8
Para satisfazer seus consumidores, a rede D’Avó vai transformar o supermercado da zona Leste de São Paulo em hipermercado. Para isso, está aumentando a área de vendas em 800 m², totalizando 4 mil m². O supermercado está há 20 anos na região, mas, segundo pesquisa realizada pela rede em suas sete lojas (cinco supermercados e dois hipermercados) durante quatro meses, nem todas as demandas da clientela estavam sendo atendidas. "Percebemos que a marca tem grande aceitação, mas existe uma frustração do consumidor quando não consegue resolver todos os seus problemas dentro do supermercado", conta Flávio Rocha, diretor comercial da rede. "Os consumidores se mostraram bem atendidos no setor de alimentos, mas havia grande procura por serviços de bazar. Por isso estamos implementando setores como têxtil, eletrodomésticos e automotivos, na transformação de super para hipermercado".
Fonte:
Gazeta Mercantil – C3
ECONOMIA
Os brasileiros devem gastar neste ano R$ 91,6 bilhões com serviços telefonia fixa, energia elétrica, água e esgoto, gás de cozinha, condomínio e imposto predial. Todos esses serviços obrigatórios para a manutenção da casa, a maioria dos quais tem os preços administrados pelo próprio governo, vão responder por 7,5% de R$ 1,2 trilhão do consumo das famílias estimado para este ano, revela o estudo exclusivo do Instituto de Pesquisa & Desenvolvimento de Mercado (IPDM). O valor gasto com essas despesas compulsórias corresponde a quase 60% do desembolso das famílias com comida no domicílio projetado para 2005, que é de R$ 156,2 bilhões. "Em relação à alimentação, esses gastos são muito elevados", diz o diretor do IPDM, Antônio Carlos Ruótulo, responsável pelo estudo. Ele pondera que, do ponto de vista do orçamento familiar, a despesa com os serviços para a manutenção da casa é desproporcional comparada com a de alimentação, que é um gasto ligado diretamente à sobrevivência das pessoas. "Isso sem considerar as despesas com saúde e educação, que também são básicas", observa.
Fonte: O Estado de S. Paulo – B5
O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, admitiu que o crescimento da economia brasileira em 2005 ficará abaixo das taxas apresentadas por outros grandes países emergentes. "Isso significa que temos de persistir com uma política macroeconômica responsável e persistir com a estabilidade para poder diminuir as taxas de juros no longo prazo", afirmou Meirelles, que passou os últimos dois dias em Basiléia, na Suíça, em reuniões no Banco de Compensações Internacionais (BIS). O presidente do BC brasileiro evitou dar qualquer indicação se irá rever a estimativa de um crescimento de 4% neste ano, mas o BIS publicará hoje na Suíça dados sobre suas próprias projeções para 2005 para os mercados emergentes e também para as economias desenvolvidas. Na avaliação de Meirelles, para que o crescimento do PIB brasileiro consiga se equiparar ao dos demais países emergentes, o Brasil precisa garantir um "horizonte de planejamento maior para investimentos e continuar com a política de ajuste fiscal".Segundo ele, isso aumentaria a "capacidade de crescimento do País" e daria a oportunidade para que a economia nacional tivesse um desempenho igual ou até melhor que o dos demais grandes países emergentes.
Fonte: O Estado de S. Paulo – B3
Petróleo e política dominam cenário
A escalada dos preços do petróleo passou a dividir com a crise política interna, desde a semana passada, a atenção dos investidores como dois dos principais focos de tensão do mercado financeiro. O pinote da cotação do barril, que bateu novos recordes e fechou sexta-feira a US$ 59,84 nos contratos para entrega em agosto, contribuiu para a queda de 4,51% da Bolsa paulista na semana que passou. O desempenho negativo da bolsa refletiu as baixas do mercado acionário americano, influenciado pelas incertezas com o rumo do preço do petróleo. "A Bolsa de São Paulo está muito correlacionada com a Bolsa dos Estados Unidos", comenta Rodrigo Boulos, executivo da Tesouraria do Standard Bank. Segundo ele, a arrancada do petróleo, pressionado pelo aumento da demanda, traz complicações para o mercado global, principalmente para o de ações. "A alta provoca o temor de elevação dos juros, de aumento do custo de produção, redução de receita e lucro de empresas". O investidor que aplica em bolsa nos EUA compra ações também no Brasil, daí por que uma perda por lá leva em geral a vendas e baixas por aqui também, explica Boulos.
Fonte: O Estado de S. Paulo – B4
Furlan afirma que baixa do dólar já traz retração
O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, disse na sexta-feira que já sente retração nas exportações brasileiras em razão da valorização do real frente ao dólar. Furlan disse que o governo está fazendo um levantamento das exportações por setor para ter uma posição mais concreta sobre o desempenho de cada segmento. "Alguns segmentos estão reagindo positivamente aumentando preços e reduzindo alguns tipos de custos. Mas há outros que estão reduzindo sua produção e dispensando os trabalhadores", disse ressaltando que o balanço estará completo no início de julho. Mas para Furlan, por enquanto, o quadro geral das exportações continua positivo. "Possivelmente teremos um novo recorde das exportações em junho, ultrapassando pela primeira vez US$ 10 bilhões. Esse mix de exportação cobre os segmentos que estão tendo dificuldade e perdendo espaço no mercado externo, é por isso que estamos fazendo uma análise detalhada de setor por setor para evitar que uma visão da média possa ser uma opinião contraditória em relação aos efeitos da taxa de câmbio", disse o ministro.
Fonte: Gazeta Mercantil – A4
Revistas Semanais
INDÚSTRIA/PRODUTOS
Uma pesquisa realizada anualmente pela Revista Supermercado Moderno apresenta um amadurecimento de mercado. Denominada como Pesquisa de Reconhecimento de Marcas, o estudo tem o objetivo de captar a preferência dos executivos dos supermercados no Brasil referente ao ano de 2004.
O presidente da editora Informa, Macody Lund, afirma que este novo estudo detectou uma nova tendência no Brasil e que antigamente a grande preocupação era para os produtos que ofereciam preços baixos. Hoje, a pesquisa revela que, quanto mais os executivos de supermercados lembrarem da marca e acreditar nela, mas destaque ela terá no ponto-de-venda.
Dentre as marcas líderes que apresentaram crescimento, está o Veja Limpeza Pesada, na categoria Concentração do Líquido de Limpeza, com 13,98%. Os destaques em 2004 entre as novas marcas são o Wish, na categoria Pano de Limpeza, e o Surf, no segmento de Detergentes em Pó.
Fonte: Propaganda & Marketing – Pág. 32
A Agência de Publicidade 100% Propaganda abrirá uma filial em São Paulo a partir de agosto. O que traz a agência à capital paulista é o trabalho que está sendo desenvolvido para indústria Rosatex, de Guarulhos, que produz sabão em pó, amaciante e o detergente Urca. Para o segundo semestre do ano, a indústria lançará a lã de aço Urca Luxo, para concorrer com a Assolan e a Bombril.
Fonte: Propaganda & Marketing – Pág. 36