RELATÓRIO CLIPPING & TENDÊNCIAS ABIPLA - 02 de março de 2005
ABIPLA
A maior adesão das redes varejistas à marca própria impulsionou as vendas dos fabricantes de produtos de limpeza que, segundo as estimativas da Associação Brasileira das Indústrias de Produtos de Limpeza e Afins (Abipla), registraram crescimento real de 8% em 2004 e alcançaram R$ 7,5 bilhões. Em 2004, o volume foi 17% maior que em 2003. Segundo a diretora executiva da Abipla, Maria Eugênia Saldanha, as projeções iniciais feitas em 2004 apontavam para uma expansão em linha com o PIB, da ordem de 5%, mas o setor surpreendeu e cresceu mais. Maria Eugênia informou que a venda de produtos para marca própria aumentou 10%. Resultado, entretanto, que a executiva acredita não se repetirá neste ano. “Com o aumento no número de emprego e maior poder aquisitivo a tendência é de que o consumidor volte para as marcas tradicionais, porque ele é fiel”, disse Maria Eugênia. As vendas do setor vão continuar em alta, avaliou a executiva, que estima expansão entre 5% e 6% na receita deste ano. Dois pontos estão no foco de discussão da entidade para melhorar o desempenho do setor: a alta carga tributária e a informalidade. Na tentativa de combater a informalidade, a entidade participa do Fórum Nacional Permanente de Combate à Pirataria. A carga tributária considerada alta, por sua vez, colabora para aumentar ainda mais o problema da informalidade, disse Maria Eugênia.
Fonte: Gazeta Mercantil –A1 e A12
INDÚSTRIA / PRODUTOS
Maquiagem de produtos
Técnicos do Procon realizaram ontem, uma vistoria em vários estabelecimentos comerciais de Goiânia, em diferentes bairros. A fiscalização é para saber se o peso, a medida e a quantidade de alguns produtos estão conferindo com a da embalagem. Outro propósito do Procon é orientar a comunidade para que tenha o hábito de conferir os produtos e serviços, evitando violação dos direitos e deveres.
Fonte: Gazeta Mercantil – 1 (Legislação e Jurisprudência)
Microsoft reforça projeto Longhorn
A Microsoft adotou uma medida incomum de contratar alguém de fora para administrar o desenvolvimento da próxima geração do sistema operacional Windows para PCs, o mais importante novo produto da companhia em anos. A Microsoft recorreu a Michael Sievert, que já trabalhou na Procter & Gamble, entre outras empresas.
Fonte: Valor Econômico –B5
VAREJO
Faturamento do varejo aumenta
No mês de janeiro, o faturamento do comércio varejista na Região Metropolitana de São Paulo teve alta real de 5,1% sobre o mesmo período do ano passado. Na comparação com dezembro, melhor período de vendas no setor, verificou-se queda de 28,2%. Segundo a Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista (PCCV), da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio), o resultado em relação a janeiro de 2004 se explica principalmente pelo comportamento antagônico dos dois setores de maior peso relativo na pesquisa: as concessionárias de veículos, com alta de 41,8%, e os supermercados, que tiveram uma queda de 12,7%. Segundo a Fecomercio, o comportamento dos supermercados indicaria um provável esgotamento do ciclo de recuperação das vendas no varejo, além da interferência sazonal da época de férias.
Fonte: Gazeta Mercantil –A12, O Estado de S. Paulo –B5, DCI –B3
Cesta fica 0,33% mais cara no Rio de Janeiro
O custo da cesta de compras no município do Rio de Janeiro subiu 0,33% em fevereiro, ante igual mês do ano passado, segundo informou o Instituto Fecomercio do Rio de Janeiro.De acordo com comunicado da instituição, a alta de custo foi menos intensa do que a registrada em janeiro desse ano, comparado a janeiro de 2004, quando a cesta de compras ficou em média 1,54% mais cara. Com o resultado de fevereiro, o custo da cesta acumula em 2005 alta de 1,87% naquela região. Nos últimos 12 meses até fevereiro, o custo registra a variação positiva de 3,12%. Ainda de acordo com a entidade, quando analisada a última semana do mês passado, entre 23 e 28 de fevereiro, o custo da cesta de compras registrou aumento médio de 0,13%.
Fonte: DCI –B3
ECONOMIA
PIB sobe 5,2% puxado por consumo
A economia brasileira cresceu 5,2% em 2004, informou ontem o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi o melhor desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) desde 1994 (ano do Plano Real), em parte favorecido pela comparação com um período – 2003 – em que a economia patinou, com apenas 0,5% de crescimento. Mas a maior contribuição para o aumento do PIB foi a demanda interna: além de sair de série de resultados anuais negativos, ela ultrapassou em importância as exportações, que desde 2001 exerciam o papel de locomotiva da economia. Do saldo total, 4,1% se deveu à contribuição interna e 1,1% à externa. O consumo das famílias, responsável por 56,7% do Produto Interno Bruto (PIB) total do País, estimulado por um pequeno crescimento real da massa salarial (1,5%), aumentou 4,3%. Foi resultado direto da ampliação do acesso ao crédito que multiplicou os financiamentos (e os lucros) bancários. O levantamento revelou também um expressivo aumento do volume de investimentos no ano (10,9%), que ficou basicamente concentrado no terceiro trimestre (19,2% ante igual período de 2003).
Fonte: O Estado de S. Paulo –B1 a B5, Gazeta Mercantil –A5, Valor Econômico –A4, Folha de S.Paulo –B1 a B6, O Globo -25
O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto, comemorou o crescimento de 5,2% no PIB em 2004. "É um resultado altamente positivo e que se deveu não só ao desempenho das exportações, mas também à reativação da demanda doméstica", disse Monteiro Neto. Ele destacou que o desafio agora é aproveitar esse impulso para garantir a sustentabilidade do crescimento ao longo dos próximos anos, por meio da ampliação da taxa de investimento. "Isso só acontecerá se continuarmos a atuar para melhorar o ambiente econômico, avançar na agenda microeconômica, reduzir os spreads bancários, aprofundar a reforma tributária, reduzir a burocracia e ampliar o financiamento. Esses são os desafios que temos, além de manter uma política de muita austeridade fiscal", afirmou. Para o presidente da CNI, a taxa de crescimento da indústria foi bastante significativa. "Isso coloca a indústria em posição de vanguarda e demonstra que o setor é que está puxando o processo de crescimento do País”.
Fonte: Gazeta Mercantil –A5
FGV modifica apuração do IPC-S
A partir deste mês, o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) passará a ser calculado e divulgado em novas bases pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getúlio Vargas. O Ibre informa que a coleta de preços será encerrada sempre nos dias 7, 15, 23 e 30 de cada mês, com o objetivo de dar maior regularidade às apurações do índice. A reestruturação do calendário do IPC-S, segundo a instituição, dará maior uniformidade às apurações. O cálculo do IPC-S se baseará nos preços colhidos em sete capitais e não mais em 12.
Fonte: Gazeta Mercantil –A4
O superávit acumulado no ano é 40% maior do que o do mesmo período de 2004. O Brasil ultrapassou a baliza dos US$ 100 bilhões de exportação em período de 12 meses. A cifra histórica foi alcançada com as exportações recordes para meses de fevereiro, de US$ 7,756 bilhões; com isso, o volume embarcado no acumulado em 12 meses somou US$ 100,153 bilhões. O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, informa que a meta de US$ 108 bilhões de exportações neste ano poderá ser revisada para cima ainda no primeiro trimestre.
Fonte: Gazeta Mercantil –A4
POLÍTICA
Planalto cede a pressões e adia mp que eleva carga tributária
O governo decidiu adiar, mais uma vez, o prazo para o recolhimento na fonte de vários tributos determinado pela Medida Provisória 232. O prazo inicial era 1º de fevereiro, mas foi transferido para 1º de março pela Medida Provisória 237. Ontem, depois da pressão de parlamentares e entidades, e de uma reunião entre o presidente em exercício, José Alencar, e o presidente da Câmara, Severino Cavalcanti (PP-PE), deram mais 31 dias: nova MP estabelece que o recolhimento só começará em 1º de abril. A Medida Provisória com o novo prazo de recolhimento deve sair hoje no Diário Oficial da União.
Fonte: O Estado de S. Paulo –A10, Valor Econômico –A12, Folha de S. Paulo –B9, Diário do Comércio –16
Congresso arma-se contra reforma sindical
A proposta de reforma sindical chega hoje ao Congresso sob forte resistência de interesses empresariais e sindicais. O ministro do Trabalho, Ricardo Berzoini, não conseguiu sequer fechar o apoio da bancada do PT ao projeto. Os temas que serão mais atacados pelos sindicalistas são o fim da unicidade sindical, das contribuições sindicais e do imposto sindical. Os empresários tentarão unir forças para impedir que seja aprovada a criação da representação dos trabalhadores no local de trabalho, ou seja, dentro das fábricas. Mesmo os deputados que aceitam a reforma ainda se ressentem de alguns pontos, como o novo direito de greve. Pela proposta, nenhuma paralisação poderá trazer prejuízos financeiros às empresas, o que praticamente as inviabiliza.
Fonte: Valor Econômico –A14