Ceras Johnson
| A Expedição de 35 - O começo de uma parceria histórica Em 1935, quando H.F.Johnson Jr. iniciou no dia 24 de setembro, no aeroporto americano de Milwaukee, sua expedição ao Brasil, ele talvez não soubesse ao certo como seriam as dificuldades que teria pela frente. Mas sabia que elas com certeza existiriam... Afinal de contas ele estava partindo de seu país para uma viagem de avião, apenas 8 anos após o primeiro vôo que cruzou o Oceano Atlântico, rumo à América do Sul com uma missão importante para o futuro da Companhia fundada por seu avô. Sua força de vontade era realmente maior do que tudo. Ele queria encontrar reservas de carnaúba, descobrir se elas poderiam ser fontes permanentes e sustentáveis da palmeira e estabelecer uma plantação onde fossem pesquisados novos métodos de extração e refino. Desta matéria-prima dependia a fabricação das ceras da Companhia. A viagem levou tres meses para se completar, em função de condições do tempo e de dificuldades técnicas. Ao invés de 10 paradas, o grupo acabou pousando em mais de 20 lugares diferentes, muitas vezes em campos de pouso improvisados na falta de aeroportos. A velocidade de vôo era de aproximadamente 100 Km/h, e o tempo de vôo total foi de 168 horas. Além das dificuldades relativas ao vôo em si, H.F.Johnson Jr., e os outros quatro tripulantes, foram se deparando com situações totalmente inesperadas. Como quando ajudaram com remédios os moradores de uma isolada plantação de borracha numa área em que dez anos antes um antigo colonizador e seu filho desapareceram quando procuravam as pistas de uma lendária cidade feita de ouro. Ou quando, já no Brasil, um grupo de índios os avisou de que seu avião estava pusado em águas cheias de piranhas.
Se a viagem tinha todos os ingredientes de uma grande aventura, foi com espírito de aventura que ele superou os obstáculos e obteve o sucesso que esperava encontrando finalmente a varnaúba no nordeste brasileiro. Conhecida como a "árvore da vida" por sua resistência tanto à chuva quanto à seca e pela grande variedade de usos que ela pode ter, a palmeira de carnaúba é encontrada no Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte. Das folhas, de onde se extrai o pó que dá origem à cera, até a raiz, que tem efeitos medicinais, nada é desperdiçado. A partir do encontro, em Fortaleza, de H.F.Johnson Jr. com a planta, que classificou de "admirável", começou a história da Companhia no Brasil. Dois anos após a Expedição, em 1937, na região de Maranguape, hoje Maracanaú, também no estado do Ceará, foi estabelecida a Fazenda Raposo, uma pequena plantação. Num exemplo de uso responsável dos resursos naturais, a propriedade era também um centro de pesquisas sobre o crescimento, cultivo e refino da carnaúba e outras plantas ceríferas. Preocupado em colaborar com a comunidade da região, H.F.Johnson Jr. em 1942 enviou um pequeno rebanho de gado leiteiro para que as crianças da região pudessem ter leite saudável diariamente. Mais tarde, no s anos 60, a área foi doada à Universidade do Estado do Ceará pela Companhia. Também na região de Maracanaú está situada a Johnson Nordeste, refinaria fundada em 1988, que hoje atende à fábrica no Rio e que também exporta cera de carnaúbapara as filiais do México, Argentina e Chile. O segundo, em 1963, com a fundação pelo próprio H.F.Johnson Jr. da Escola Johnson em Fortaleza. Atualmente servindo a mais de 1.200 alunos, a escola primária oferece ainda aulas noturnas para adultos. Desde sua fundação recebendo ajuda da Companhia em projetos como a criação de um laboratório de computação e de uma biblioteca, a Escola Johnson já beneficiou mais de 30.000 crianças. |